Universidade Invisível
quarta-feira, junho 21, 2006
  Em ti, a eternidade está presente.
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É em ti que vivo
amor,
que vive
amor,
e minha vontade de ser
dois.
Te sentir
é como não morrer;
tanto,
que nada merece mais
vida;
Movido a essa busca,
desse movimento.
Nos demais todo mundo sabe:
o coração tem moradia certa, fica bem no meio do peito.
Mas comigo, a anotomia ficou louca!
Sou todo, todo coração
!
E tudo afeta!
Cada passo, cada não-passo,
meu e teu,
TUDO!
A eternidade está
presente.
 
quinta-feira, junho 08, 2006
  Caleidoscópio.



A Multiplicidade do real
(Paulo Leminski)

Que existe mais, senão afirmar a multiplicidade do real?

A igual probabilidade dos eventos impossíveis?

A eterna troca de tudo em tudo?

A única realidade absoluta?

Seres se traduzem.

Tudo pode ser metáfora de alguma outra coisa ou de coisa alguma.

Tudo irremediavelmente metamorfose!


O escritor vive.
Ninguém é escritor das oito ao meio-dia e das duas às seis. Quem é poeta é poeta sempre, e se vê continuamente assaltado pela poesia. Assim como o pintor é assediado pelas cores e pelas formas, assim como o músico se sente procurado pelo estranho mundo dos sons (o mundo mais estranho das artes), o escritor deve pensar que tudo é argila, com que fará da miserável circunstância de nossa vida alguma coisa que possa aspirar à eternidade.
(Jorge Luis Borges)
 
De um lado o concreto, de outro, a imaginação livre. Mas veja: aqui não há esperanças; subimos em árvores e montanhas de fato; há simplesmente uma casa muito engraçada, não tem teto, nem nada; Nada, na tal casa, possui o teor da verdade; apenas um teor suficiente para perceber que aqui há um diálogo e não um discurso.

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