Universidade Invisível
terça-feira, agosto 15, 2006
  Está na cara, você não vê?
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Mergulhado na aflição de corroer-me, encontro, finalmente, a mola do fundo do poço. O ciúme é a volta da infantilidade, à tempos idos, à desconfianças toscas, à auto-destruição.
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ESTÁ NA CARA, ESTÁ NA CURA
Gilberto Gil , 1974
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Está na cara
Você não vê
Que a caretice está no medo
Você não vê
Está na cara
Você não vê
Que o medo está na medula
Você não vê
Está na cara
Você não vê
Que o segredo está na cura, está na cara
Está na cura
desse medo

Quem tem cara tem medo
Quem tem medo tem cura
Essa história de medo é caretice pura
Vou brincar que ainda é cedo
Que o brinquedo está na cara
Está na cara, está na cara
Que o segredo está na cura
do medo.
 
quarta-feira, agosto 09, 2006
  O ciúme lançou sua flecha preta
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E eu, ego-
ísta,
rodeado em flores,
me noto, frígido,
em leito:
morri de amores.
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Meu amor é egoísta, repleto de paixões tristes. Consumo-me-consumO. é MEU amor. E é como se me lembrasse da coisa que mais nega o Humano e resolvesse aplicá-lo perfeitamente. Eu sou o meu EGO, e meu amor se mostra serpente em pele de cordeiro. O ódio reflete a submissão do odioso, meu desespero, meu pranto. Me nego a viver de EGO; estou morto, morto de amores. Meu ciúme, meu auto-capataz, eu-caçador de mim, procura-se, eu-serpente de mim.
 
De um lado o concreto, de outro, a imaginação livre. Mas veja: aqui não há esperanças; subimos em árvores e montanhas de fato; há simplesmente uma casa muito engraçada, não tem teto, nem nada; Nada, na tal casa, possui o teor da verdade; apenas um teor suficiente para perceber que aqui há um diálogo e não um discurso.

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