Universidade Invisível
terça-feira, agosto 15, 2006
  Está na cara, você não vê?
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Mergulhado na aflição de corroer-me, encontro, finalmente, a mola do fundo do poço. O ciúme é a volta da infantilidade, à tempos idos, à desconfianças toscas, à auto-destruição.
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ESTÁ NA CARA, ESTÁ NA CURA
Gilberto Gil , 1974
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Está na cara
Você não vê
Que a caretice está no medo
Você não vê
Está na cara
Você não vê
Que o medo está na medula
Você não vê
Está na cara
Você não vê
Que o segredo está na cura, está na cara
Está na cura
desse medo

Quem tem cara tem medo
Quem tem medo tem cura
Essa história de medo é caretice pura
Vou brincar que ainda é cedo
Que o brinquedo está na cara
Está na cara, está na cara
Que o segredo está na cura
do medo.
 
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De um lado o concreto, de outro, a imaginação livre. Mas veja: aqui não há esperanças; subimos em árvores e montanhas de fato; há simplesmente uma casa muito engraçada, não tem teto, nem nada; Nada, na tal casa, possui o teor da verdade; apenas um teor suficiente para perceber que aqui há um diálogo e não um discurso.

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