Universidade Invisível
domingo, março 12, 2006
  As Palavras, eu e meu ego-ísmo"s".
Necessidade Mundana.

Jovem demais pra ser triste
sigo

por árduos caminhos:
busca vã.
Porém um poema,

ainda que justo, cabe
à complexa profundidade
do vão.
E de todos.
E cada um é o maior dos mistérios.
A cada um que me cerca, me atiro

com todo o receio do mundo.

Caminho vai,
e me perco.
Caminho vem,
e me odeio.
Indiferente rumo ao espaço

entre o ir e vir;
este é o caminho, e por ele seguirei.
Caminhar é preciso,
mesmo fadado ao fracasso,
mesmo entregue ao espaço,
que uso apenas para me preencher

de palavras
antes engasgadas;
feitas de nada,

escritas em negro,
passam
em branco.
Caminhar é preciso,
O caminho, impreciso.

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Por vezes batem dúvidas, dúvidas caladas. De que é que eu preciso? Eu preciso desse poder da criação? Criar o que, para que? À que está associada minha necessidade que existe? Resistência ou egoísmo? Mudar a representação ou manter a minha essência?

Não sei, mas tenho passado longe da hipocrisia "cult-intelectualóide". Eu estou aqui no alto de uma montanha invisível, muito longe desse plano; daqui tenho uma visão privilegiada das tuas cabeças. Não, não escrevo pelo auto-conhecimento, mesmo dando chances. O buraco está mais embaixo e , assim, estou ainda caindo. O que me instiga é o prazer que causa a escrita; cada vez procuro pensá-lo mais nojento. Será que virei tão desumano que preciso dar voltas para me conhecer? Mas escrevendo me conheço em várias faces, qual será a minha? O (meu) sentir seria meu único objeto de estudo seguro: eu mesmo; ele não mente, sou eu e ponto. Já as palavras parecem estar aqui mais para mostrar minhas contradições que para me agregar beleza. Agregar beleza? Eis uma vantagem de ser invisível, e a mais valiosa: eu não preciso de etiquetas sociais. Outra? Posso revelar todas as tuas, mostrar a hipocrisia até causar tanta polêmica que a discussão será desviada, "inconscientemente", para um assunto menos relevante, menos ao fundo do buraco. E não é a verdade? Pouco importa... já foi dito aqui na descrição do blog que isso pouco importa... o teor da verdade não é o objetivo; mas leia o outro, se quiser. Seria muita pretensão de um ser invisível acabar com a hipocrisia do mundo. E eu aqui, na montanha. Você vê?

Voltando: As palavras me colocam numa situação difícil perante mim mesmo...

"O que quero ser?" X "Quem sou eu?"


Por isso, por elas, meu amor e meu ódio.
 
Comments:
a vantagem da super-dedicação ao auto-conhecimento é que se você for injusto, o problema é só seu.
 
O mundo visível e o invisível estão tornando-se cada vez mais, dimenssões distintas. Eu já fiz minha escolhA
 
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De um lado o concreto, de outro, a imaginação livre. Mas veja: aqui não há esperanças; subimos em árvores e montanhas de fato; há simplesmente uma casa muito engraçada, não tem teto, nem nada; Nada, na tal casa, possui o teor da verdade; apenas um teor suficiente para perceber que aqui há um diálogo e não um discurso.

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