Universidade Invisível
segunda-feira, março 27, 2006
  Esperança é última que morre, a única que te mata...


Revolução à prazo.
Pago com fome e fé;
repasso à outra, e minha, face.
Ilusão em conta-gotas,
que é pra não acabar o frasco.
Mas acaba: Consumo viciado.
Jogam outra...
outra casa, mulher, outra vida
automática, automóvel, auto-ajuda.
Não vivo, já não sou.
Estou
Feliz, Feio, Fraco,
estou Fútil.
Compro livro, estou forte.
ESTOU forte!
Outra vida;
outro sonho;
outra morte.

Outra vida...
esperança.
Esquizofrenia
social.



Esperança sempre é vista como algo construtivo, que empurra-nos rumo aos objetivos e metas. Mas esperança parece ser, mesmo, uma paixão triste. Nos esconde as fraquezas por detrás de uma espécie de nostalgia futura, e esconde a melancolia atrás do cotidiano corrosivo. A esperança é a mãe dos sentimentos... "Não, vai melhorar...".


Pode ser momentâneo, mas tenho acreditado muito que a consciência da morte é que traz a vida totalmente livre. A esperança iguala tudo, as coisas impossíveis às muito próximas; assim, ela pode ser encarada, na montanha, como um empecilho para a vida livre. E vida/morte é apenas uma metáfora.

Na montanha não há esperança. Subimos , de fato, em árvores e morros. Na Universidade Invisível a cabeça é instrumento do caminho; não destrua teus sonhos, mas livre-se deles... realize-os ou não sonhe. Ou se apegue à esperança.

Andança: andar sempre.
Esperança:............
 
Comments:
Esperança, futebol, caipirinha, mulata, carnaval e ópio?
 
Mas enquanto os sonhos não são realiz-aveis, é necessário sonhá-los, com ou sem esperança
 
Acho que é preciso manter os sonhos vivos sim. Mas é interessante essa idéia do que aconteceria se morresse a esperança. Pensando agora, acho que seria sim uma coisa positiva, pois não teria mais nada a perder e correria para realizá-lo.

Mãe dos sentimentos... cortemos o Cordão Umbilical!!!

bjos,

Ju Motta.
 
Muito, mas muito provocativo hein Sr. Eduardo...
 
Eu até tinha falado pro Homem da Montanha mudar o texto, pelo teor meio "discurso" que ele tá carregando; mas à essa altura, desencana.
 
Sonhar é fazer planos. Viver é ter coragem de realizar.
Um necessita do outro.

Mas concordo, Du! Vou lá na janela me jogar! Abraço!
 
É isso aí DÙzera!!!Esperança é o mal do mundo!!!quem espera nunca alcança, fica esperando!!hehe!!(tenho q rever isso)!!Cuidado com as Sogras chamadas Esperança!!Virou assassina agora!!É nóis Dúúu´!!O mais Tranquilo inquieto do mundo!!!heheh!!Falow
 
Acho que foi nesse blog mesmo que eu li, ou em alguma dessas tuas coisas: que "mais dolorida é a ignorância deste fato/ tão desagradável quanto libertário."
E me lembro uma vez que trocamos idéia. Voce tava contando de um livro (meio existencialista) que o autor(a) coloca tres posições de reações frente à "pequenesa" da vida, suas dificuldades, etc: tem o SUICIDA, o APAIXONADO (que se agarra a alguma coisa para dar sentido, e geralmente vai migrando ate acair ou no suicida ou no que se liberta) e o que SE LIBERTA.

Beijo e abraço!
 
A catarse pode até acontecer, e é até meio difícil fazer com que não aconteça. Mas é a parte mais pobre do pós-texto, não acham? Discordar ou concordar não tem graça, não meche com nada, e o orgulho sempre barra o resto... que saco!!

Gostaria muito de ouvir um "o que mais gostei do texto X é a parte que eu mais odiei, porque ela me deu chances de me rever um pouco."

Agora mesmo eu vejo o próprio cara que me deixa viver com uma puta montanha dentro dele (voces conhecem como Du, Edu, Eduardo, etc) dizendo à todos que me pediu pra mudar o texto!! Eu não acreditei... fiz uma baita de uma revolta dentro dele...

Afastar tudo que incomoda é uma covardia que não tem tamanho... aproximar também!! CarÊncia é foda.. pensei que o meu primeiro texto aqui tivesse bastado... mas...

Vou voltar pra casa, antes que chacoalhe voces todos...

Bjos,

Homem da montanha (o dono),
furioso.
 
amanha acaba tudo!
por que voce escreve tudo isso?
esperança é o caralho!
 
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De um lado o concreto, de outro, a imaginação livre. Mas veja: aqui não há esperanças; subimos em árvores e montanhas de fato; há simplesmente uma casa muito engraçada, não tem teto, nem nada; Nada, na tal casa, possui o teor da verdade; apenas um teor suficiente para perceber que aqui há um diálogo e não um discurso.

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