Universidade Invisível
terça-feira, março 21, 2006
  Extrair da pedra algo invisível mas tangível: a vida e o tempo
O tempo passa, com ele vai a vida... lá vai o tempo, lá vão as ondas, lá vai a vida... aqui estou dando chances ao mar para que atue em meu barquinho... não andar na rua de madrugada? Não se dá chances para a sorte ou azar, e não se prefire um ou outro; não em estado de liberdade. São meu olhos, os teus e os nossos; e é melhor ser alegre que ser triste. Ofereçer a vida ao tempo... sentido na vida, o sentido na submissão ao tempo... tão desagradável quanto libertário é jogar o corpo no mundo, e vivo...
Não, sentido não há em quanto se vive, tampouco na intensidade com que se faz; há na VIDA o sentido de viver, simplesmente porque aqui, agora ou em qualquer tempo, sofrendo, sorrindo, sentindo, semblante,
seguindo... seguindo... seguindo...
ou morto.


Mantenho-me


Minha vida é um tempo,
um espaço entre um “tum”
e outro;
entre,
tamborins e terecotecos.
Momentos hermetos...
mudam a vida,
ajudam o tempo
a ser
tocado;
tangível-
mente
e musicado.

Se o surdo me marca,
o cantar
calado
me guia.
Tocar, ao lado,
ao som
que soa
d’uma alma
boa,
ecoa dentro,
marca
o tempo.




E o tempo,
não é meu,
é um:
minha vida
é um
sopro
do tempo.
 
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De um lado o concreto, de outro, a imaginação livre. Mas veja: aqui não há esperanças; subimos em árvores e montanhas de fato; há simplesmente uma casa muito engraçada, não tem teto, nem nada; Nada, na tal casa, possui o teor da verdade; apenas um teor suficiente para perceber que aqui há um diálogo e não um discurso.

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