Choro e vela, tempo e vento.


Choro d´um doador de flores,
um choro doador de flores,
lágrimas de um pedinte.
Choro de pranto,
um choro de pranto
e de paixões.
Que bela Vela,
que chora e queima,
mas transforma-se
lentamente.
Noto: Só o fio
condutor
se vai;
barbantinho da segurança.
Cera
espalhada, confusa.
Eterna cera,
cansou de, na mudança, chorar e queimar.
Eterna.
O fogo queima,
doa flores, não prova de amores.
Prova de amores?
Beijos, falas; são beijos e falas.
Também pudera,
um vendaval passou em nosso fogo,
agora há tempo.
O tempo é um fio
condutor,
que , ao contrário do barbantinho,
dispensa o fogo para mudar a bela
cera;
Também pudera,
um vendaval passou em nosso fogo,
agora há tempo.
mas o tempo é um filho
submisso, passivo.
Os pais o acolhem, o fazem, tempo humano,
pais mais que amantes;
são completos
doadores de flores;
Que choram ansciosamente
pelo filho que vem aos tantos;
deixe-o- vir,
o tempo.
E o que fica, sempre,
líquida ou sólida,
é a bela.