Universidade Invisível
sexta-feira, maio 05, 2006
  Choro e vela, tempo e vento.

Choro d´um doador de flores,
um choro doador de flores,
lágrimas de um pedinte.
Choro de pranto,
um choro de pranto
e de paixões.
Que bela Vela,
que chora e queima,
mas transforma-se
lentamente.
Noto: Só o fio
condutor
se vai;
barbantinho da segurança.
Cera
espalhada, confusa.
Eterna cera,
cansou de, na mudança, chorar e queimar.
Eterna.
O fogo queima,
doa flores, não prova de amores.
Prova de amores?
Beijos, falas; são beijos e falas.
Também pudera,
um vendaval passou em nosso fogo,
agora há tempo.
O tempo é um fio
condutor,
que , ao contrário do barbantinho,
dispensa o fogo para mudar a bela
cera;
Também pudera,
um vendaval passou em nosso fogo,
agora há tempo.
mas o tempo é um filho
submisso, passivo.
Os pais o acolhem, o fazem, tempo humano,
pais mais que amantes;
são completos
doadores de flores;
Que choram ansciosamente
pelo filho que vem aos tantos;
deixe-o- vir,
o tempo.
E o que fica, sempre,
líquida ou sólida,
é a bela.
 
Comments:
Agente aprende muita coisa disso junto com o outro. Muita coisa também depois que passa tudo, isso se passa. É uma coisa que fica. Muita coisa que um aprendeu e o outro não, vice versa. E o jeito de se respeitar nisso.

Mas [e incrivel voltar a te "encontrar" até só aqui num texto depois de tanto tempo e ler tudo isso é engraçado. Já "estive" com alguns outros caras depois, mas parece que até um muleque Eduardinho ia além. Isso ate é trsite porque parece que as pessoas assim nascem desse jeito. Mas ainda prefiro acreditar que é so questao de aprender a "desaprender as coisas" passando pela coisa complexa que agente vai se transformando qto mais velho pq acha q fica mais experiente e mais certo. Desaprender as coisas nao e mesmo. Admitir as coisas fracas sem medo, construir. É dificil pq no começo éw ruim, mas depois que se faz uma vez fica muito rico pq se perde o medo. E foi voce que me deu esse primeiro choque e coragem pra desaprender e construir as coisas. Nao esqueco.
Saudade Du! ve se nao some (ja sumiu!),um beijo, Ste.
 
Este tempo..
mata as flores...
mas o fogo é eterno
e da árvore
na primavera
nascerão novas flores
 
A gente cochicha a força do tempo e canta nossa mudança.
A gente assopra o caminho do tempo, e ele vai, poderoso, existindo e se dando ao nosso amor.
Esculpimos a vela, o fogo e o tempo amaciam nosso trabalho.
 
É essa aqui encima, gente... essa Má aí, ó! É essa a mulher que me dá a vida, da minha vida... somos nós dois que, por um sentimento gigante, escolhemos um o outro institivamente, inconscientemente E racionalmente (de todas as maneiras) para viver tudo juntos. Viver juntos, por isso e muito mais que não cabe aqui, a "mulher da minha vida". Agente atravessa o tempo e sabe muito mais do que pensamos um do outro; me faz "lembrar" como reminiscÊncia coisas que eu adoro e não sabia.

D´um Post anterior, vou dizer quanto eu te amo:

"Era um tal de podar-me, à prova de nada. D´umas almas que não sabiam da graça; que guardavam a feminilidade onde não cabia, e não sabiam que guardavam. Até que um santo, mudo, me grita: "essa não é disso!". É um tal de sentir, de chorar e sorrir, de querer sofrer de amores, de amar até explodir, de, a cada beijo, querer expandir-me, de, pelo desejo, deixar-me invadir, por ela. Venha ver, venha ver, Eugênia, que bonito ficou! Venha ver, Eugênia, o jardim que plantastes em mim! Brotastes feito rosa, e mais: formosa, mesmo eu sendo inóspito demais. Pra minha vida, bastava a simples alegria de uma fosca margarida. Que seja fosca, fraca, mas és flor! E mesmo que fosses fosca, mesmo que fraca... és flor, e brilha. Que bela! Que linda! Onde está tanta beleza? Onde está, que em mim não cabe? Com que regas essa flor? Já chega de tanto, que eu te quero tanto; só mesmo me ajuda o canto, que não posso mais te dizer o quanto. Que o tempo não alivia, que o tempo não se dá conta de como podes regar."

Eu te amo Má!
 
Charles, anjo 45.

Dú, anjo. Ainda te convenço disso.

abraos e beijos irmão!
Cacá.
 
Por aqui tudo bem sim seu moço. Então, Cacá é o casal, o cá faz mau uso do apelido porque já estamos tanto "tempo" juntos que os dois "ca´s" já se fundiram e ele se esquece. Mas voce que inventou essa história. Aliás, escreve um pouco sobre Deus aqui porque me lembro da idéia que trocamos. E esse troço de anjo é sério, mas é como falar mau pelas tuas costas hehehehe. Vamos ver se nos encontramos quando colar aí em sampa.

Beijos

do casal Cacá. (aêêê, viu amor?)
 
que coisa hein?!
 
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De um lado o concreto, de outro, a imaginação livre. Mas veja: aqui não há esperanças; subimos em árvores e montanhas de fato; há simplesmente uma casa muito engraçada, não tem teto, nem nada; Nada, na tal casa, possui o teor da verdade; apenas um teor suficiente para perceber que aqui há um diálogo e não um discurso.

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