Universidade Invisível
quinta-feira, maio 11, 2006
  O amor revolucionário e os corações levianos.
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Rosará
(música do GrUPo)

E se em tempos tão tristes brotar uma Rosa?
Tire o orgulho do peito e comece a regar.
Mas se a cada manhã amanhece mais morta?
Funde outro terreno mais firme a arar.
E se a água tem fim e a chuva demora?
O amor vai fazer nossa rosa espalhar.
Rosará o amor, Rosará o mundo,
Rosará o tudo, Rosará o mudo.
Se regarmos a Rosa ela vem nos regar.
Se regarmos a Rosa ela vem nos regar.
Se regarmos a Rosa o mundo rosará.
Relação humana. Para ser verdadeira, é preciso entregar-se todo, com virtudes e fraquezas. Não é possível alguém gostar do Eduardo com ele escondendo que é egocêntrico, explosivo e ridículo; não sei quem foi o imbecil que cortou os defeitos dentro de uma amizade ou Amor. Aí as pessoas ficam assim, traumatizadas com erros e defeitos, cheio de travas para as relações; consequência: uso de máscaras com o medo de ser julgado, impossibilitando as relações abertas e "verdadeiras", frustração. Todos querem relações verdadeiras, mas pouco se dispõe a fazê-las. E é sempre o outro, o outro e o outro. Uma nóia em ser enganado, feito de troucha. O que é que isso carrega de individualismo? Isso é conservadorismo, da pior classe pelos que tem o discurso desalinhado com a ação, e tentando escondê-la dos desvios. É que banalizaram-se os termos. Amor, amor mesmo, não liga pra defeitos; é preciso entender isso, ou não é amor. Quem deitou nas tuas costas ou deixou voce deitar não te amava; queria ou exercer o poder ou aproximar-se dele, respectivamente. Amor, mesmo, é revolucionário! E só quando o coração não é leviano. Não me entrego só pelo outro (a), mas por mim mesmo porque desejo ter uma relação verdadeira. Se me escondo atrás de escudos e não estou disposto a sair sou o primeiro a saber que minha relação não é verdadeira, porque não sou. Sou o primeiro responsável por isso, e devo saber; talvez o (a) outro(a) com quem se relaciona AINDA não saiba, mas ainda...
Quem acredita na perfeição com ailusão de alcançá-la está fadado ao fracasso, isso não é felicidade, pode ter certeza; e, se for, viva e morra infeliz. Picos de euforia são gritos de desespero do infeliz. O "mundo real" não gosta do Eduardo, mas de um personagem criado. Invertem o real e o irreal. O real é a minha utopia! Relação deve estar atrelada a algo muito mais profundo que o Eduardo estudante de Comunicação e Filosofia, o Eduardo que trabalha com arte e educação, o Eduardo amigo, o Eduardo namorado, irmão, filho, etc; deve estar atrelado ao Eduardo que dá origem à todos esses (que pode ser chamado de essência), à maneira de como ele lida com ele mesmo e seus "problemas", com os dos outros, se é alguém aberto ou fechado, estático ou inquieto.
 
Comments:
A verdade dói!!Fogem da dor e se esquecem q é ela quem nos faz ser quem somos!!Falow DÙÙ!!Bom texto!!Parabéns!!
 
Du,
Esse é o amor mesmo, como você disse. Só deve-se ter cuidado porque amor se desgasta. A gnete tem que ser quem a gente é com todos os nossos surtos, problemas...Mas sempre ter um mínimo de cuidado de não machucar quem a gente ama, e de não reprimir o outro como ele também é por causa do nosso estado de espírito..
Te amo Du!
 
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De um lado o concreto, de outro, a imaginação livre. Mas veja: aqui não há esperanças; subimos em árvores e montanhas de fato; há simplesmente uma casa muito engraçada, não tem teto, nem nada; Nada, na tal casa, possui o teor da verdade; apenas um teor suficiente para perceber que aqui há um diálogo e não um discurso.

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