Universidade Invisível
segunda-feira, julho 03, 2006
  Se você treme de indignação frente uma injustiça, então somos companheiros.

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O GrUPo surgiu há cerca de dois anos como fruto de um desconforto de seus fundadores para com as formas de organização social e os rumos que estas tomavam. Após dias de discussões chegaram à conclusão de que o desconforto era fruto de um individualismo extremo que regia as relações sociais, da família ao trabalho, dos problemas às suas soluções. E o GrUPo seguiu em busca de novos “desconfortáveis” decididos em tomar alguma atitude, mesmo sem ainda saber “o que”. Assim, pessoas de diferentes meios e referências se agregavam enriquecendo as discussões, tornando mais complexos os problemas, criticando as possíveis soluções e, quando se viu, o GrUPo já atuava e se manifestava nestas pessoas dos encontros: se as pessoas fazem o mundo, a mudança deve partir delas. A proposta, primeiramente, era de se criticar e deixar criticar-se para notar o que havia de interferência do “mundo“ em nossas ações, ou seja, como cada um de nós reproduzia, passava adiante e reforçava a Ideologia do individualismo, do fazer abstrato, vazio de significado; queríamos acabar com nossa parte inconsciente, nos conhecer ao mesmo tempo de conhecer o mundo através da interferência deste em nós mesmos. As análises se solidificaram, novas pessoas surgiram e portas foram se abrindo. Os conceitos e idéias estão maduros, prontos para a experiência prática que poderia ser adaptável para qualquer campo, qualquer ação, sempre preocupado primeiramente com a qualidade que com a quantidade. Hoje o GrUPo tem a possibilidade de realizar sua proposta de maneira constante, ou seja, com um trabalho que se proponha a um determinado projeto em conjunto com algumas pessoas. Independentemente da área de atuação, nosso trabalho terá sempre o objetivo de instalar um processo auto-sustentável, sólido, irreversível e contextualizado com as pessoas e/ou local que farão parte da proposta. Este texto que se segue é uma tentativa da tradução em palavras sucintas de tudo aquilo que achamos essenciais pensamentos do GrUPo. Neste processo doloroso e necessário, encontramos algumas dificuldades para lidar com termos que já possuem algum significado ou “aura” em nosso meio social, tal como “arte”, “reflexão”, “cidadão”; outra dificuldade foi a possibilidade enorme de seguir por vários caminhos para passar o essencial do GrUPo: este que foi seguido aqui muitas vezes passa por outros atalhos que aqueles discutidos nas reuniões; mas esperamos que, à partir do contato mais próximo e da experiência prática, a proposta possa surgir a todos de maneira tão clara como nos parece.
 
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De um lado o concreto, de outro, a imaginação livre. Mas veja: aqui não há esperanças; subimos em árvores e montanhas de fato; há simplesmente uma casa muito engraçada, não tem teto, nem nada; Nada, na tal casa, possui o teor da verdade; apenas um teor suficiente para perceber que aqui há um diálogo e não um discurso.

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