Universidade Invisível
quinta-feira, novembro 23, 2006
  O princípio esperança, ou Outras vozes.



A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.
E isso escrevem apesar de todos os textos sobre o tema começarem com um "Diante do sentimento de impotência e desesperança expresso por significativas parcelas da população mundial com relação à possibilidade de transformação social em nosso tempo (...)", ou "Mudar o mundo? No, thanks. Nunca mais. Sem chance. Nem pensar.Frases curtas, de duas palavras, sem nenhuma explicação suplementar, parecem suficientes para exprimir o estado de espírito que predomina no Brasil -ou em qualquer outro país- depois de tantas utopias entrarem em descrédito."
 
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De um lado o concreto, de outro, a imaginação livre. Mas veja: aqui não há esperanças; subimos em árvores e montanhas de fato; há simplesmente uma casa muito engraçada, não tem teto, nem nada; Nada, na tal casa, possui o teor da verdade; apenas um teor suficiente para perceber que aqui há um diálogo e não um discurso.

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