Universidade Invisível
quinta-feira, março 23, 2006
  Resignado, itinerando na tempestade que me varre, que me vale. As pessoas que eu amo, eu amo bastante.

Memórias Modestas
(Luiz Melodia)
Se ando triste, mal, desconfiado
Desvairado, com cara de santo
Podes crer, meu bem
Que santo é um santo
Se choro franco, falo um pouco antes
Olha, eu falei bastante
As pessoas que eu amo
Eu amo bastante
Por isso canto
Santo é um santo
Nova imagem a respeitar
Eu conheço o homem, o lobisomem
A moça linda vive a pensar
Chuvas vão cair
A chuva molha tanto
Chuvas vão cair
Meu bem, meu Deus
E molham tanto
Eu falo, falo, falo que não falo nada
Eu mostro, tanto mostro que sou santo
nada.


Caía o mundo, e eu amando. Caminhando, resignado, na chuva que me vale. Enchurradas largas, passos já curtos, ir aos beijos e abraços longos; eu sentia forte. As pessoas que eu amo, eu amo bastante. As chuvas caem, não molham; nada sinto na pele, só beijos futuros. Futuro é cobertura, o guarda-chuva, pós 15 minutos de pé d´água, chutando violentantamente meu corpo. E eu amando; seco, mas molhado, mas seco. Chuva caindo; eu não sentindo. O pôr do sol vai renovar, brilhar de novo meu sorriso, e libertar da areia preta, do arco-íris cor de sangue. "O Sol não adivinha!?". Libertar do vermelho, cor de sangue... mas o sangue é a cor do amor. Meu Deus, descolou minha retina. E eu amando... igualando meu gosto: o seco, o molhado, o seco ou o molhado, eu amando. Andando avuado, os duros continuam caminhando; só os duros, e eu, claro,
resignado.
 
Comments:
"ACHO QUE A CHUVA AJUDA A GENTE A SE VER
VENHA VEJA DEIXA BEIJA SEJA
O QUE DEUS QUISER"
 
Sabe o que é legal? Que, aqui, se chover a culpa é minha... hehehehe... alguns lembram disso...
 
Ainda bem que eu tenho galochas, porque eu não tenho estado impermeável nem à menor gota de água salgada. Mas já que você pode fazer chover, por favor o faça, to precisando de uma lavagem de alma.
 
e eu gostava do Batman...
 
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De um lado o concreto, de outro, a imaginação livre. Mas veja: aqui não há esperanças; subimos em árvores e montanhas de fato; há simplesmente uma casa muito engraçada, não tem teto, nem nada; Nada, na tal casa, possui o teor da verdade; apenas um teor suficiente para perceber que aqui há um diálogo e não um discurso.

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