Universidade Invisível
quinta-feira, abril 27, 2006
  Morte boa é morte vivida; morte só se vive uma vez na vida.




Uma catástrofe. Talvez minha mente tenha se desconectado do meu corpo, sem aviso.

Eu vi!

Passei do outro lado da minha rua, da minha vida! Passei por todos os copos que me convenciam, pelos corpos com os quais me opunha, por milagres que cometia. Não me encontrava; passava por mim, não me encontrava... e eu que queria uma morte vivida; morte que só se vive uma vez na vida; e eu, nenhuma? Queria sentir minha vida sumindo, como a senti subindo, descendo, sorrindo e sofrendo, viver a morte, experimetar seu veneno doce ou amargo, veneno ou antídoto, mas experimentá-la.

Busquei-me em todas as partes que podia, eu já não existia, ou minha mente partia. Existia? Eu me via... não me encontrava, quera uma morte digna da vida, vivida.

No palco! No mundo! Sentir as pernas bambas como se não fora eu o meu personagem. Erros e acertos, ali estava minha mente, na frente das cortinas fechadas. Meu corpo, atrás. Agora fui olhos, desprezos de tudo. Eu me despadacei, os fechei, e fui-me em busca de meu corpo a fim de viver a morte, e ,por fim...

 
Comments:
Sou viramundo virado
Nas rondas da maravilha
Cortando a faca e facão
Os desatinos da vida
Gritando para assustar
A coragem da inimiga
Pulando pra não ser preso
Pelas cadeias da intriga
Prefiro ter toda a vida
A vida como inimiga
A ter na morte da vida
Minha sorte decidida
 
Postar um comentário



<< Home
De um lado o concreto, de outro, a imaginação livre. Mas veja: aqui não há esperanças; subimos em árvores e montanhas de fato; há simplesmente uma casa muito engraçada, não tem teto, nem nada; Nada, na tal casa, possui o teor da verdade; apenas um teor suficiente para perceber que aqui há um diálogo e não um discurso.

ARCHIVES
março 2006 / abril 2006 / maio 2006 / junho 2006 / julho 2006 / agosto 2006 / setembro 2006 / outubro 2006 / novembro 2006 / março 2007 / março 2008 / setembro 2009 /


Powered by Blogger