Uma catástrofe. Talvez minha mente tenha se desconectado do meu corpo, sem aviso.
Eu vi!
Passei do outro lado da minha rua, da minha vida! Passei por todos os copos que me convenciam, pelos corpos com os quais me opunha, por milagres que cometia. Não me encontrava; passava por mim, não me encontrava... e eu que queria uma morte vivida; morte que só se vive uma vez na vida; e eu, nenhuma? Queria sentir minha vida sumindo, como a senti subindo, descendo, sorrindo e sofrendo, viver a morte, experimetar seu veneno doce ou amargo, veneno ou antídoto, mas experimentá-la.
Busquei-me em todas as partes que podia, eu já não existia, ou minha mente partia. Existia? Eu me via... não me encontrava, quera uma morte digna da vida, vivida.
No palco! No mundo! Sentir as pernas bambas como se não fora eu o meu personagem. Erros e acertos, ali estava minha mente, na frente das cortinas fechadas. Meu corpo, atrás. Agora fui olhos, desprezos de tudo. Eu me despadacei, os fechei, e fui-me em busca de meu corpo a fim de viver a morte, e ,por fim...